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CONTABILIDADE
Contribuir para um plano de previdência privada

Quem poupa para o futuro por meios de planos com o fundo de aposentadoria Programável individual, o Fapi ou o Plano Gerador de Beneficio Livre, o PGBL, pode usar as contribuições para reduzir o valor do imposto a pagar até um limite máximo equivalente a 12% de sua renda bruta anual. Esse talvez seja um dos melhores benefício fiscais a que o contribuinte brasileiro tem direito. E, agora, também pode ser deduzidas as contribuições para planos de previdência feitas em nome de seus dependentes.

Ao contrário do que diz a publicidade dos bancos, porém, o uso do plano da previdência como uma forma de reduzir o imposto a pagar não é uma panacéia. Os planos de previdência só servem para quem faz a declaração de imposto de renda no modelo completo (formulário azul) quem faz a declaração simplificada (formulário verde) se beneficia do desconto padrão de 20% e não tem como utilizar o benefício fiscal oferecido pelo governo. Além disso, quem tem rendimentos sobre os quais não incidem impostos, como distribui-ção de lucros ou ganhos de investi-mentos, também não pode aproveitar o incentivo fiscal, uma vez que a dedução permitida pela receita é calculada sobre a renda bruta tribu-tável. Também não adianta fazer vários planos de previdência, pois o limite de 12% deve corresponder a soma de todas as suas contribuições.

Portanto, se o total que você guarda anualmente para sua aposentadoria ultrapassar esse limi-te, o mais indicado é colocar o valor excedente em outros tipos de aplicações como os fundos de inves-timentos convencionais ou um novo plano de aposentadoria chamado Vida Gerador de Benefício Livre, o VGBL. Caso contrário, você estará pagando impostos duas vezes - na fonte ao receber sua renda, pois não terá direito a uma dedução adicional sobre o valor que exceder o limite, e ao fazer os resgate.



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